EDUCAÇÃO E ARTE: SONHAR, CONSTRUIR, REALIZAR.

Sobre o ABA

Projeto premiado com a XI edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã do Instituto Arte na Escola/ Fundação IOCHPE como a melhor iniciativa em artes do ensino médio em 2010.
O Auto da Barca Amazônica é uma iniciativa em ensino de artes para alunos de escolas públicas.O espetáculo foi criado em 2007 pelos professores Jaqueline Cristina Sosi , artista da cena e Paulo Anete, carnavalesco.A iniciativa tem por objetivos trabalhar a linguagem cênica (teatro, dança circo e cenografia) que resulta na produção de um grande cortejo que sai pelas ruas da cidade de Abaetetuba,localizada na região do baixo Tocantins, estado do Pará
Fiquem à vontade e divulguem nosso trabalho.

Palavras chave:
educação; arte; cortejo;carnaval;circo;teatro;dança

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Asas para Cacá


Às vezes não entendemos o caminho da vida, mas essa menina nos ensinou a ter esperança e agora ganhará asas rumo ao infinito.
Não foi uma perda, foi uma lição de amor à vida.
Este ano de 2011 teremos uma estrela a mais brilhando no universo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pensando na próxima edição

Amigos, estamos elaborando a 5 ª edição do espetáculo,para isso necessitamos de sua ajuda.Enviem para nós memórias de sua infância para que dentro dessa memória coletiva possamos tirar nossas idéias mirabolantes.
Bjus a tds!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Nota de Esclarecimento

Pensando em esclarecer qualquer dúvida sobre direitos autorais, estão algumas notas importantes abaixo.Qualquer projeto que venha a se desenvolver em nome do Auto da Barca Amazônica, deve passar por autorização prévia de Jaqueline Souza e Paulo Anete.Para maiores informações, veja a lei completa no site:
http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9610.htm

Sanções Civis

Art. 108. Quem, na utilização, por qualquer modalidade, de obra intelectual, deixar de indicar ou de anunciar, como tal, o nome, pseudônimo ou sinal convencional do autor e do intérprete, além de responder por danos morais, está obrigado a divulgar-lhes a identidade da seguinte forma:
        I - tratando-se de empresa de radiodifusão, no mesmo horário em que tiver ocorrido a infração, por três dias consecutivos;
        II - tratando-se de publicação gráfica ou fonográfica, mediante inclusão de errata nos exemplares ainda não distribuídos, sem prejuízo de comunicação, com destaque, por três vezes consecutivas em jornal de grande circulação, dos domicílios do autor, do intérprete e do editor ou produtor;
        III - tratando-se de outra forma de utilização, por intermédio da imprensa, na forma a que se refere o inciso anterior.
        Art. 109. A execução pública feita em desacordo com os arts. 68, 97, 98 e 99 desta Lei sujeitará os responsáveis a multa de vinte vezes o valor que deveria ser originariamente pago.
        Art. 110. Pela violação de direitos autorais nos espetáculos e audições públicas, realizados nos locais ou estabelecimentos a que alude o art. 68, seus proprietários, diretores, gerentes, empresários e arrendatários respondem solidariamente com os organizadores dos espetáculos.

Da Comunicação ao Público

Capítulo II
Da Comunicação ao Público
        Art. 68. Sem prévia e expressa autorização do autor ou titular, não poderão ser utilizadas obras teatrais, composições musicais ou lítero-musicais e fonogramas, em representações e execuções públicas.


 Art. 72. O empresário, sem licença do autor, não pode entregar a obra a pessoa estranha à representação ou à execução.

Dos direitos do Autor

  

Dos Direitos do Autor
Capítulo I
Disposições Preliminares
        Art. 22. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou.
        Art. 23. Os co-autores da obra intelectual exercerão, de comum acordo, os seus direitos, salvo convenção em contrário.
Capítulo II
Dos Direitos Morais do Autor
        Art. 24. São direitos morais do autor:
        I - o de reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da obra;
        II - o de ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional indicado ou anunciado, como sendo o do autor, na utilização de sua obra;
        III - o de conservar a obra inédita;
        IV - o de assegurar a integridade da obra, opondo-se a quaisquer modificações ou à prática de atos que, de qualquer forma, possam prejudicá-la ou atingi-lo, como autor, em sua reputação ou honra;
        V - o de modificar a obra, antes ou depois de utilizada;
        VI - o de retirar de circulação a obra ou de suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando a circulação ou utilização implicarem afronta à sua reputação e imagem;
        VII - o de ter acesso a exemplar único e raro da obra, quando se encontre legitimamente em poder de outrem, para o fim de, por meio de processo fotográfico ou assemelhado, ou audiovisual, preservar sua memória, de forma que cause o menor inconveniente possível a seu detentor, que, em todo caso, será indenizado de qualquer dano ou prejuízo que lhe seja causado.
        § 1º Por morte do autor, transmitem-se a seus sucessores os direitos a que se referem os incisos I a IV.
        § 2º Compete ao Estado a defesa da integridade e autoria da obra caída em domínio público.
        § 3º Nos casos dos incisos V e VI, ressalvam-se as prévias indenizações a terceiros, quando couberem.
        Art. 25. Cabe exclusivamente ao diretor o exercício dos direitos morais sobre a obra audiovisual.
        Art. 26. O autor poderá repudiar a autoria de projeto arquitetônico alterado sem o seu consentimento durante a execução ou após a conclusão da construção.
        Parágrafo único. O proprietário da construção responde pelos danos que causar ao autor sempre que, após o repúdio, der como sendo daquele a autoria do projeto repudiado.
        Art. 27. Os direitos morais do autor são inalienáveis e irrenunciáveis.







Art. 33. Ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor.





Lei de Direitos Autorais

Título I
Disposições Preliminares
        Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos.
        Art. 2º Os estrangeiros domiciliados no exterior gozarão da proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor no Brasil.
        Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei aos nacionais ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade na proteção aos direitos autorais ou equivalentes.
        Art. 3º Os direitos autorais reputam-se, para os efeitos legais, bens móveis.
        Art. 4º Interpretam-se restritivamente os negócios jurídicos sobre os direitos autorais.
        Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
        I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo;
        II - transmissão ou emissão - a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios óticos ou qualquer outro processo eletromagnético;
        III - retransmissão - a emissão simultânea da transmissão de uma empresa por outra;
        IV - distribuição - a colocação à disposição do público do original ou cópia de obras literárias, artísticas ou científicas, interpretações ou execuções fixadas e fonogramas, mediante a venda, locação ou qualquer outra forma de transferência de propriedade ou posse;
        V - comunicação ao público - ato mediante o qual a obra é colocada ao alcance do público, por qualquer meio ou procedimento e que não consista na distribuição de exemplares;
        VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido;
        VII - contrafação - a reprodução não autorizada;
        VIII - obra:
        a) em co-autoria - quando é criada em comum, por dois ou mais autores;
        b) anônima - quando não se indica o nome do autor, por sua vontade ou por ser desconhecido;
        c) pseudônima - quando o autor se oculta sob nome suposto;
        d) inédita - a que não haja sido objeto de publicação;
        e) póstuma - a que se publique após a morte do autor;
        f) originária - a criação primígena;
        g) derivada - a que, constituindo criação intelectual nova, resulta da transformação de obra originária;
        h) coletiva - a criada por iniciativa, organização e responsabilidade de uma pessoa física ou jurídica, que a publica sob seu nome ou marca e que é constituída pela participação de diferentes autores, cujas contribuições se fundem numa criação autônoma;
        i) audiovisual - a que resulta da fixação de imagens com ou sem som, que tenha a finalidade de criar, por meio de sua reprodução, a impressão de movimento, independentemente dos processos de sua captação, do suporte usado inicial ou posteriormente para fixá-lo, bem como dos meios utilizados para sua veiculação;
        IX - fonograma - toda fixação de sons de uma execução ou interpretação ou de outros sons, ou de uma representação de sons que não seja uma fixação incluída em uma obra audiovisual;
        X - editor - a pessoa física ou jurídica à qual se atribui o direito exclusivo de reprodução da obra e o dever de divulgá-la, nos limites previstos no contrato de edição;
        XI - produtor - a pessoa física ou jurídica que toma a iniciativa e tem a responsabilidade econômica da primeira fixação do fonograma ou da obra audiovisual, qualquer que seja a natureza do suporte utilizado;
        XII - radiodifusão - a transmissão sem fio, inclusive por satélites, de sons ou imagens e sons ou das representações desses, para recepção ao público e a transmissão de sinais codificados, quando os meios de decodificação sejam oferecidos ao público pelo organismo de radiodifusão ou com seu consentimento;
        XIII - artistas intérpretes ou executantes - todos os atores, cantores, músicos, bailarinos ou outras pessoas que representem um papel, cantem, recitem, declamem, interpretem ou executem em qualquer forma obras literárias ou artísticas ou expressões do folclore.
        Art. 6º Não serão de domínio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios as obras por eles simplesmente subvencionadas.
Título II
Das Obras Intelectuais
Capítulo I
Das Obras Protegidas
        Art. 7º São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:
        I - os textos de obras literárias, artísticas ou científicas;
        II - as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza;
        III - as obras dramáticas e dramático-musicais;
        IV - as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixe por escrito ou por outra qualquer forma;
        V - as composições musicais, tenham ou não letra;
        VI - as obras audiovisuais, sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas;
        VII - as obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia;
        VIII - as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética;
        IX - as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza;
        X - os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência;
        XI - as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova;
        XII - os programas de computador;
        XIII - as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de dados e outras obras, que, por sua seleção, organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.
        § 1º Os programas de computador são objeto de legislação específica, observadas as disposições desta Lei que lhes sejam aplicáveis.
        § 2º A proteção concedida no inciso XIII não abarca os dados ou materiais em si mesmos e se entende sem prejuízo de quaisquer direitos autorais que subsistam a respeito dos dados ou materiais contidos nas obras.
        § 3º No domínio das ciências, a proteção recairá sobre a forma literária ou artística, não abrangendo o seu conteúdo científico ou técnico, sem prejuízo dos direitos que protegem os demais campos da propriedade imaterial.
        Art. 8º Não são objeto de proteção como direitos autorais de que trata esta Lei:
        I - as idéias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais;
        II - os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios;
        III - os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções;
        IV - os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais;
        V - as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas;
        VI - os nomes e títulos isolados;
        VII - o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras.
        Art. 9º À cópia de obra de arte plástica feita pelo próprio autor é assegurada a mesma proteção de que goza o original.
        Art. 10. A proteção à obra intelectual abrange o seu título, se original e inconfundível com o de obra do mesmo gênero, divulgada anteriormente por outro autor.
        Parágrafo único. O título de publicações periódicas, inclusive jornais, é protegido até um ano após a saída do seu último número, salvo se forem anuais, caso em que esse prazo se elevará a dois anos.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

VAMOS AJUDAR A CACÁ






Catarina, 16 anos, filha da Cláudia Nascimento,profissional da área de patrimônio do nosso Estado e Murilo Nascimento, professor e Artista Plástico.(PA) precisa de um tratamento urgente com a médica hepatologista pediátrica Gilda Horta do Hospital Sírio-Libanês e o Setor de Hepatites da UNIFESP e, para isto, precisa viajar para São Paulo.

Está sendo organizado um Bingo para o próximo Dia 21/11/10 (domingo) a partir de 11h, no Conjunto Médici II Travessa Portel 375. Valor da Cartela: R$ 5,00.(Belém-PA)

Outra ajuda pode ser feita através de depósito bancário.

Por isso, quem quiser/puder ajudar financeiramente, com QUALQUER QUANTIA, é só fazer um depósito em nome de Claudia Nascimento no Banco do Brasil:



Agência: 1846-5 - Conta 88.306.344-1
a família agradece este ato de solidariedade.


Gente Por favor divulguem, ajude meu amigo.
Bjus no coração de tds
Jaqueline Souza

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Reportagens sobre o prêmio Arte na Escola Cidadã

http://www.direcionalescolas.com.br/noticias/projetos-vencedores-do-xi-premio-arte-na-escola-cidada-sao-considerados-de-excelencia-por-especialistas-na-area

Elizabeth Misciasci-Ponto de Encontro:
http://www.eunanet.net/beth/news_coluna.php?col=58&dia=24

Holofote Virtual:
 http://holofotevirtual.blogspot.com/2010/09/projeto-auto-da-barca-amazonica-de.html

Blog da Rádio Margarida
:http://www.radiomargarida.org.br/?p=3984

BANCO DE PAUTAS CGC  Comunicação em Educação:
 http://www.cgceducacao.com.br/canal.php?c=8&s=11&a=14533&i=0
http://www.cgceducacao.com.br/canal.php?c=8&s=11&a=14676&i=0

FOLHA DE ABAETETUBA:
 http://folhadeabaetetuba.blogspot.com/2010/10/projeto-auto-da-barca-amazonica-de.html

BEIRA DO RIO:
http://www.ufpa.br/beiradorio/novo/index.php/leia-tambem/118-edicao-87/1097-programa-valoriza-a-arte-na-escola-

DIÁRIO DO PARÁ:
http://diariodopara.diarioonline.com.br/N-116620-INICIATIVA+DE+ESTUDANTES+DE+ABAETETUBA+E+PREMIADA.html

DIRECIONAL ESCOLAS:
 http://www.direcionalescolas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=365:projetos-vencedores-do-xi-premio-arte-na-escola-cidada-sao-considerados-de-excelencia-por-especialistas-na-area&catid

AGÊNCIA PARÁ DE NOTÍCIAS:
http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=68957

Meninas e Menino de Ouro


Visita dos premiados 29ª Bienal de Arte de São Paulo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Poema ao Auto da Barca Amazônica

Aterrizaram os sonhos os dias ficaram para traz
E ecoam nas águas-ruas da cidade.
Nem a face semi-desperta estava alerta;
Navegava simplesmente;
Ia em frente
A boiuna enfeitada,a arara e o barco que te traz;
A ceiva fina da encantaria: a Matinta
A juventude bonita que não aceita mais...
Sincronia
Aderência
E espírito de comunidade num suave frescor de brisa
No rosto exausto dos heróis.
Noite adentro
Não havia tempo para lágrimas
A dor passava na alegria.
Neste rio onde as pessoas paravam
balançavam 
Assistiam
Aquela sensação de habitar o infinito
Já não mais se definia.
Apenas um singelo rasgo na noite
Com cantos lembrados à memória presente
Num ritmo ancestral
Num cheiro de mata
A cidade novamente se insurgia
Contra o barulho das ideologias
Da crença fácil
Do fanatismo
E da corrupção.
Festa da democracia!
Pessoas,rios e encantados conviviam
Homem, natureza e cosmo se reconciliavam
 Que maravilha!
Num doce abraço de paz
Vemos que fomos iguais
Nesta noite
E de que valeu a pena
Esperar


Prof. MS Jones da Silva Gomes - Sociólogo









terça-feira, 19 de outubro de 2010

Manifesto em Defesa da Educação Pública

Estou repassando o pedido de adesão, que recebi do Ricardo Musse

(USP), a um Manifesto supra-partidário, assinado por professores
universitários, contra o  retrocesso que significaria a eleição do
Serra. A idéia é repetir o mesmo arco de apoios obtidos em 2006 com o
Manifesto   Anti-Alckmin. Caso concordem com o texto abaixo (tb. em
anexo) e   tenham interesse em assiná-lo, por favor, me enviem nome
completo e instituição de ensino a que se vincula.
abraços,
Analice Palombini

Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as
propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico
como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema
educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro
 do país.
Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por
policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás
lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos
que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das
Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP,
 Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os
recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente
 nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que
a  remuneração dos docentes das Universidades federais.
Esse ?choque de gestão? é ainda mais drástico no âmbito do ensino
fundamental e médio, convergindo para uma política sistemática de
sucateamento da rede pública. São Paulo foi o único Estado que não
apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que
avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.
Os salários da rede pública no Estado mais rico da federação são
menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso,
Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e
às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a
expelir desse sistema educacional os professores mais qualificados.
Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra
costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses
corporativos e sindicais, de ?tró-ló-ló? de grupos políticos que
querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do
conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da
sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.
Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos
oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica
Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades
 públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro
até  mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A
proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores.
 Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios
 de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São
Paulo,  Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes
empresas  educacionais privadas a organização dos currículos
escolares, o  fornecimento de material didático e a formação
continuada de  professores. O Brasil não pode correr o risco de ter
seu sistema  educacional dirigido por interesses econômicos privados.
No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de
?engavetador geral da república?. Em São Paulo, nos últimos anos,
barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de
corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua
campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da
extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos
dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa,
em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha
de 1989, de Fernando Collor.




Em tempo: aos que quiserem assinar o manifesto, basta encaminhar um

email simples para o seguinte endereço:




domingo, 3 de outubro de 2010

Entrevista SBT/Abaetetuba PA

video

Visita da equipe Arte na Escola


Agradecemos a visita da equipe do Instituto Arte na Escola, que gentilmente prestigiou e filmou  o nosso evento, espero que possamos fazer outros trabalhos juntos.Muito obrigada, adoramos conhecê-los.
Da esquerda para a direita
Diretor de Documentário:Renato Lima
Áudio: Otávio Neto
Diretor de Fotografia: Alessandro Rodrigues
Coordenadora do Instituto Arte na Escola: Mirca Bonnano
Coordenadores do projeto ABA: Paulo Anete e Jaqueline Souza
Técnico de Produção: Lúcio Lavareda
Músico: Ney Viola

sábado, 25 de setembro de 2010

AUTO DA BARCA AMAZÔNICA EDIÇÃO ESPECIAL: O PÁSSARO, A COBRA E A FEITICEIRA


Em virtude da premiação do Instituto Arte na Escola, estaremos realizando uma edição especial do ABA que estará trazendo para o público este ano um histórico do que foi estes três anos de existência do projeto.O espetáculo acontecerá no dia 30/09 às 18:h com saída do Colégio São Francisco Xavier em cortejo pelas ruas de Abaetetuba.Teremos também a participação especial dos alunos do CRAS, do grupo folclórico da terceira idade, Ney Viola, entre outros.
Não percam este espetáculo é gratuito. 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

XI Prêmio Arte na Escola Cidadã

Excelente notícia: o Auto da Barca Amazônica foi premiado pelo Instituto Arte na Escola como um dos cinco melhores projetos de educação em artes do Brasil.Nós da equipe do ABA só temos a agradecer e compartilhar esse prêmio com todos aqueles que acreditaram no nosso trabalho e no sonho de desenvolver a educação através da arte.
Vai do fundo do coração o nosso muito obrigado!!!!!!!!!!!

veja a lista de premiados no site:
http://www.artenaescola.org.br/premio/resultado.php

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Onde acontece o ABA

O município de Abaetetuba, localizado na região do Baixo Tocantins, estado do Pará, Brasil, cujo nome Abaeté significa na língua Tupi:  homem valente,prudente e ilustre.
Conhecida como capital mundial dos brinquedos de miriti (palmeira encontrada nas áreas de vázea da região),possui uma arquitetura simples e é habitada por um povo alegre e hospitaleiro, apaixonado por sua terra.A  imensa riqueza cultural é  expressada no desenvolvimento de diversas manifestações artísticas como o artesanato, a dança, a música, o teatro etc. O folclore abaetetubense foi construído socialmente por meio de iniciativas populares no sentido de proporcionar divertimento as pessoas e envolve-las em práticas tradicionais de festas religiosas, folguedos, Cordão de Pássaros, Cordão de Bois, Quadrilhas entre outros. Contudo a influência da mídia, com “novas culturas” que valorizam manifestações de outras regiões, junto à falta de projetos para manter viva a memória popular de nossas manifestações culturais tem contribuído para o desaparecimento das tradições culturais.
Imagem do porto da cidade

 Outros fatores problemáticos são o alto índice de violência, a dependência química e o tráfico de drogas os quais atingem uma significativa parcela de nossos jovens e adolescentes que sem perspectivas, acabam por serem absorvidos pelos problemas que atingem Abaetetuba.
É nesse contexto social que realizamos o ABA todos os anos, tentando trazer para cidade sua própria identidade cultural quase adormecida, que jaz na memória de alguns poucos dos antigos habitantes.Nosso papel fundamental é fazer com que essas culturas sejam reconhecidas e perpetuadas pelos jovens moradores dessa cidade.

A CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO ABA...COMO TUDO COMEÇOU.

Durante toda minha vivência como professora e artista sempre acreditei na transformação do ser humano pela arte por viver essa transformação na própria pele.
Nasci em um bairro pobre da periferia de Belém do Pará, meus pais eram vendedores de lanche e trabalhavam duro para conseguir manter a casa. Nós não tínhamos dinheiro e nem perspectiva nenhuma de melhora de condições de vida.
Comecei a estudar em uma escola pública perto de minha casa, nessa escola tive o impacto de ver que a realidade escolar não era bem o que eu imaginava, pois as condições eram bem precárias: superlotação,  falta de estrutura, ventiladores quebrados, enfim,todos os problemas que conhecemos muito bem até hoje.
As aulas de arte (na época era chamada de educação artística) eram enfadonhas, a professora era uma senhora já de bastante idade, meio mal humorada, entrava na sala, desenhava a clave de sol e mandava que a copiássemos no caderno várias vezes. Eu odiava essas aulas, achava aquilo tudo muito inútil e cansativo.
Um ano depois, descobri que existia um grupo de teatro em outra escola direcionada pela ordem de padres Salesianos próxima da que eu estudava,fui convidada para fazer um teste para entrar para o grupo, gostei da experiência e desde dessa época a arte nunca mais deixou de fazer parte da minha vida.
Completei meus estudos básicos, prestei vestibular para o curso de artes plásticas da Universidade Federal do Pará, continuei fazendo teatro e aliei essas duas formas de linguagem nas minhas aulas, o que deu muito certo.
Em 2007, passei em um concurso para ser professora da rede estadual de ensino do estado do Pará e fui lotada na cidade de Abaetetuba, localizada na região do baixo Tocantins e com um índice altíssimo de violência e consumo de drogas. Não conhecia quase ninguém na cidade e isso me deu um pouco de medo de ficar, mas deixei isso de lado e segui em frente.
Fui mandada para trabalhar no Colégio São Francisco Xavier, colégio este que é conveniado com a igreja católica e hoje é considerado a segunda melhor escola pública de todo o estado do Pará.Fui muito bem acolhida pela equipe de direção, professores e também pelos alunos, mas como toda escola pública vi também que não tinha estrutura para receber  as aulas de arte, as salas eram superlotadas e inadequadas, o horário era curto em fim todas essas problemáticas de escola pública.
Foi durante a minha chegada que conheci Paulo Anete, conversamos e ele me falou de uma proposta que a escola tinha sobre a festa de hallowen que acontecia todos os anos na quadra da escola, bom, eu não tenho nada contra o halowen, mas tendo em vista que a região Amazônica tem uma cultura riquíssima de lendas e costumes, pensamos juntos, porque não fazer do halowen uma festa da Matinta Perera (feiticeira da região Amazônica), e mais porque não fazer dessa festa um cortejo cultural para toda a comunidade de Abaetetuba.
Foi dessa forma que surgiu o primeiro Auto da Barca Amazônica em 2007,como uma iniciativa de promover a cultura local, valorizando e unindo os saberes populares  com o sistema de ensino e aprendizagem escolar.

A Barca leva e traz

O nome Auto da Barca Amazônica foi pensado a princípio no significado das embarcações para as comunidades ribeirinhas, como diz a letra de um poeta paraense Rui Barata esse rio é minha rua, posso dizer que a rua das comunidades amazônicas são literalmente o rio. Sob o intermédio da embarcações é por onde passam os viajantes, por onde chegam as correspondências da capital, é pelo rio que chegam e vão os professores, é pelo rio na outra margem que fica a escola...
O rio traz, o rio leva, sob a mediação das embarcações que nos trazem notícias, que nos trazem o alimento, que nos trazem estórias e costumes, que nos trazem pessoas,que nos trazem o aprendizado cotidiano e como todo processo cíclico levam também multiplicando como em milagre o conhecimento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Prêmio Arte na Escola Cidadã

Excelente notícia, o ABA foi um dos classificados para a segunda fase do XI Prêmio Arte na Escola Cidadã (PAEC)  realizado pelo Instituto Arte na Escola e pelo SESI,visando reconhecer e revelar projetos desenvolvidos por profissionais de ensino na área de Arte.
Este prêmio é destinado aos professores ou equipes de professores que desenvolveram projetos nos anos de 2008 e/ou 2009 nas respectivas escolas de ensino regular, públicas ou particulares, em todo o território nacional e em qualquer uma das quatro linguagens artísticas (Artes Visuais,Dança, Música, Teatro).
Temos concorrentes de todo o Brasil, mas lutaremos para que sejamos classificados e representaremos com muita honra o estado do Pará, a região do Baixo Tocantins, Abaetetuba, a terra que nos acolheu.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começo da Construção.Os Primeiros Planejamentos

O processo de montagem do espetáculo, passa primeiramente pelo plano da idéias, então pensamos no tema em que iremos trabalhar e geralmente é colocado como proposta pelo menos uns cinco temas e apenas um é selecionado.Após esse embate ferrenho, passamos a idéia para o papel e pra isso que serve as nossas aulas de desenho na faculdade rsrsrrs.
 Reunimos com as crianças, debatemos com elas sobre o tema e a partir dessas discussões, trabalhamos os desenhos dos primeiros figurinos.Abaixo você leitor pode visualizar alguns:


ELFOS
CRIAÇÃO:PAULO ANETE



O SOL
CRIAÇÃO:PAULO ANETE



SERES MÁGICOS DA FLORESTA
CRIAÇÃO: PAULO ANETE



FADAS
CRIAÇÃO: PAULO ANETE


ARLEQUIM
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA



BAILARINA MALABARISTA
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA



OS PÁSSAROS
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA

Essas são algumas criações nossas para os figurinos dos personagens da 3º edição do ABA, Cordões de Pássaros.Infelizmente não temos de todas as edições porque muitos se perderam, o que é uma pena.
na próxima postagem mostrarei como funcionam as construções no barracão.Até a próxima.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010!!!!! Presente para o leitor




                                                            Ilha de Cotijuba-PA
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
Texto: O Menestrel
Autor: William Shakespeare
Fotografia:Jaqueline Souza