EDUCAÇÃO E ARTE: SONHAR, CONSTRUIR, REALIZAR.

Sobre o ABA

Projeto premiado com a XI edição do Prêmio Arte na Escola Cidadã do Instituto Arte na Escola/ Fundação IOCHPE como a melhor iniciativa em artes do ensino médio em 2010.
O Auto da Barca Amazônica é uma iniciativa em ensino de artes para alunos de escolas públicas.O espetáculo foi criado em 2007 pelos professores Jaqueline Cristina Sosi , artista da cena e Paulo Anete, carnavalesco.A iniciativa tem por objetivos trabalhar a linguagem cênica (teatro, dança circo e cenografia) que resulta na produção de um grande cortejo que sai pelas ruas da cidade de Abaetetuba,localizada na região do baixo Tocantins, estado do Pará
Fiquem à vontade e divulguem nosso trabalho.

Palavras chave:
educação; arte; cortejo;carnaval;circo;teatro;dança

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

XI Prêmio Arte na Escola Cidadã

Excelente notícia: o Auto da Barca Amazônica foi premiado pelo Instituto Arte na Escola como um dos cinco melhores projetos de educação em artes do Brasil.Nós da equipe do ABA só temos a agradecer e compartilhar esse prêmio com todos aqueles que acreditaram no nosso trabalho e no sonho de desenvolver a educação através da arte.
Vai do fundo do coração o nosso muito obrigado!!!!!!!!!!!

veja a lista de premiados no site:
http://www.artenaescola.org.br/premio/resultado.php

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Onde acontece o ABA

O município de Abaetetuba, localizado na região do Baixo Tocantins, estado do Pará, Brasil, cujo nome Abaeté significa na língua Tupi:  homem valente,prudente e ilustre.
Conhecida como capital mundial dos brinquedos de miriti (palmeira encontrada nas áreas de vázea da região),possui uma arquitetura simples e é habitada por um povo alegre e hospitaleiro, apaixonado por sua terra.A  imensa riqueza cultural é  expressada no desenvolvimento de diversas manifestações artísticas como o artesanato, a dança, a música, o teatro etc. O folclore abaetetubense foi construído socialmente por meio de iniciativas populares no sentido de proporcionar divertimento as pessoas e envolve-las em práticas tradicionais de festas religiosas, folguedos, Cordão de Pássaros, Cordão de Bois, Quadrilhas entre outros. Contudo a influência da mídia, com “novas culturas” que valorizam manifestações de outras regiões, junto à falta de projetos para manter viva a memória popular de nossas manifestações culturais tem contribuído para o desaparecimento das tradições culturais.
Imagem do porto da cidade

 Outros fatores problemáticos são o alto índice de violência, a dependência química e o tráfico de drogas os quais atingem uma significativa parcela de nossos jovens e adolescentes que sem perspectivas, acabam por serem absorvidos pelos problemas que atingem Abaetetuba.
É nesse contexto social que realizamos o ABA todos os anos, tentando trazer para cidade sua própria identidade cultural quase adormecida, que jaz na memória de alguns poucos dos antigos habitantes.Nosso papel fundamental é fazer com que essas culturas sejam reconhecidas e perpetuadas pelos jovens moradores dessa cidade.

A CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO ABA...COMO TUDO COMEÇOU.

Durante toda minha vivência como professora e artista sempre acreditei na transformação do ser humano pela arte por viver essa transformação na própria pele.
Nasci em um bairro pobre da periferia de Belém do Pará, meus pais eram vendedores de lanche e trabalhavam duro para conseguir manter a casa. Nós não tínhamos dinheiro e nem perspectiva nenhuma de melhora de condições de vida.
Comecei a estudar em uma escola pública perto de minha casa, nessa escola tive o impacto de ver que a realidade escolar não era bem o que eu imaginava, pois as condições eram bem precárias: superlotação,  falta de estrutura, ventiladores quebrados, enfim,todos os problemas que conhecemos muito bem até hoje.
As aulas de arte (na época era chamada de educação artística) eram enfadonhas, a professora era uma senhora já de bastante idade, meio mal humorada, entrava na sala, desenhava a clave de sol e mandava que a copiássemos no caderno várias vezes. Eu odiava essas aulas, achava aquilo tudo muito inútil e cansativo.
Um ano depois, descobri que existia um grupo de teatro em outra escola direcionada pela ordem de padres Salesianos próxima da que eu estudava,fui convidada para fazer um teste para entrar para o grupo, gostei da experiência e desde dessa época a arte nunca mais deixou de fazer parte da minha vida.
Completei meus estudos básicos, prestei vestibular para o curso de artes plásticas da Universidade Federal do Pará, continuei fazendo teatro e aliei essas duas formas de linguagem nas minhas aulas, o que deu muito certo.
Em 2007, passei em um concurso para ser professora da rede estadual de ensino do estado do Pará e fui lotada na cidade de Abaetetuba, localizada na região do baixo Tocantins e com um índice altíssimo de violência e consumo de drogas. Não conhecia quase ninguém na cidade e isso me deu um pouco de medo de ficar, mas deixei isso de lado e segui em frente.
Fui mandada para trabalhar no Colégio São Francisco Xavier, colégio este que é conveniado com a igreja católica e hoje é considerado a segunda melhor escola pública de todo o estado do Pará.Fui muito bem acolhida pela equipe de direção, professores e também pelos alunos, mas como toda escola pública vi também que não tinha estrutura para receber  as aulas de arte, as salas eram superlotadas e inadequadas, o horário era curto em fim todas essas problemáticas de escola pública.
Foi durante a minha chegada que conheci Paulo Anete, conversamos e ele me falou de uma proposta que a escola tinha sobre a festa de hallowen que acontecia todos os anos na quadra da escola, bom, eu não tenho nada contra o halowen, mas tendo em vista que a região Amazônica tem uma cultura riquíssima de lendas e costumes, pensamos juntos, porque não fazer do halowen uma festa da Matinta Perera (feiticeira da região Amazônica), e mais porque não fazer dessa festa um cortejo cultural para toda a comunidade de Abaetetuba.
Foi dessa forma que surgiu o primeiro Auto da Barca Amazônica em 2007,como uma iniciativa de promover a cultura local, valorizando e unindo os saberes populares  com o sistema de ensino e aprendizagem escolar.

A Barca leva e traz

O nome Auto da Barca Amazônica foi pensado a princípio no significado das embarcações para as comunidades ribeirinhas, como diz a letra de um poeta paraense Rui Barata esse rio é minha rua, posso dizer que a rua das comunidades amazônicas são literalmente o rio. Sob o intermédio da embarcações é por onde passam os viajantes, por onde chegam as correspondências da capital, é pelo rio que chegam e vão os professores, é pelo rio na outra margem que fica a escola...
O rio traz, o rio leva, sob a mediação das embarcações que nos trazem notícias, que nos trazem o alimento, que nos trazem estórias e costumes, que nos trazem pessoas,que nos trazem o aprendizado cotidiano e como todo processo cíclico levam também multiplicando como em milagre o conhecimento.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Prêmio Arte na Escola Cidadã

Excelente notícia, o ABA foi um dos classificados para a segunda fase do XI Prêmio Arte na Escola Cidadã (PAEC)  realizado pelo Instituto Arte na Escola e pelo SESI,visando reconhecer e revelar projetos desenvolvidos por profissionais de ensino na área de Arte.
Este prêmio é destinado aos professores ou equipes de professores que desenvolveram projetos nos anos de 2008 e/ou 2009 nas respectivas escolas de ensino regular, públicas ou particulares, em todo o território nacional e em qualquer uma das quatro linguagens artísticas (Artes Visuais,Dança, Música, Teatro).
Temos concorrentes de todo o Brasil, mas lutaremos para que sejamos classificados e representaremos com muita honra o estado do Pará, a região do Baixo Tocantins, Abaetetuba, a terra que nos acolheu.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Começo da Construção.Os Primeiros Planejamentos

O processo de montagem do espetáculo, passa primeiramente pelo plano da idéias, então pensamos no tema em que iremos trabalhar e geralmente é colocado como proposta pelo menos uns cinco temas e apenas um é selecionado.Após esse embate ferrenho, passamos a idéia para o papel e pra isso que serve as nossas aulas de desenho na faculdade rsrsrrs.
 Reunimos com as crianças, debatemos com elas sobre o tema e a partir dessas discussões, trabalhamos os desenhos dos primeiros figurinos.Abaixo você leitor pode visualizar alguns:


ELFOS
CRIAÇÃO:PAULO ANETE



O SOL
CRIAÇÃO:PAULO ANETE



SERES MÁGICOS DA FLORESTA
CRIAÇÃO: PAULO ANETE



FADAS
CRIAÇÃO: PAULO ANETE


ARLEQUIM
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA



BAILARINA MALABARISTA
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA



OS PÁSSAROS
CRIAÇÃO: JAQUELINE SOUZA

Essas são algumas criações nossas para os figurinos dos personagens da 3º edição do ABA, Cordões de Pássaros.Infelizmente não temos de todas as edições porque muitos se perderam, o que é uma pena.
na próxima postagem mostrarei como funcionam as construções no barracão.Até a próxima.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Feliz 2010!!!!! Presente para o leitor




                                                            Ilha de Cotijuba-PA
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
Texto: O Menestrel
Autor: William Shakespeare
Fotografia:Jaqueline Souza